domingo, 11 de outubro de 2009

Mês dez

Para começo de conversa, não venho dizer que "sumi", dando desculpinhas marotas de que estava sem tempo, que os afazeres andaram me sufocando et cetera e tal... Quando me propus a fazer um blog pessoal, usando até um pedacinho do meu próprio nome para isso - por mais piegas que fosse -, a intenção era escrever quando desse vontade mesmo, sem maiores compromissos com o calendário.
Por outro lado, não deixei o Tamirices ao Deus dará, como diz uma certa expressão aí. Andei rabiscando escritos, porém nada que devesse/merecesse ser lido. O que não significa que foi esforço em vão. Saíram boas "viagens", até. Um dos meus, digamos, textos em off, cujo título mantive na postagem de agora, vinha falando do mês de outubro.
E o mês dez, além de me deixar mais velha, resolveu me trazer uma dor de cabeça ontem que, na verdade, está lá outra ponta, mas enfim. Bastou uma pisada errada, na hora errada, e pronto, estava consumado.
Quebrou? Torceu? Doeu. Doeu MUITO. Uma dor capaz de fazer ver estrelas e cometas. E me deixar bem ali, sentada no meio-fio mesmo.
A radiografia disse que não quebrou, a médica disse que torceu feio, dizem que torção dói mais que quebradura, e eu digo que nunca quebrei pra entender disso. Nem pretendo ficar sabida nesse ramo tão tortuoso.
Contrariando ao que é comum, tive atendimento a jato no pronto-atendimento que, dessa vez, fez jus ao nome. E muito bem atendida, por sinal. Daí acabaram por imobilizar meu pé com aquelas faixas bacanérrimas que, além de impedir extravagâncias, têm a função em relação a terceiros de mantê-los relativamente distantes do lugar impedido. Pelo menos em tese.
Por fim, vambora pra casa ficar de perna pra cima. E já adianto, descanso forçado é uma droga.
No mais, meu pé direito encontra-se em aparência de pão francês, e os próximos dias prometem boas doses do tal descanso prescrito em receituário. Além de que, com ou sem simpatia, é o meu pé esquerdo que tem dado não apenas o primeiro, mas o segundo passo também.
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Brunis,
Desculpa por ter estragado o nosso feriado, tá? E, pela milésima vez, obrigada por toda a atenção...
Só não reclama depois, você pode estar criando uma monstrinha em forma de amiga (risos).
Beijo, seu pangó.

1 comentários:

Bruno disse...

Por um momento pensei: "lá se foi nossa chance".
Foi tudo planejado e arquitetado por um bom tempo. Só o convite que saiu meio sem pensar. A idéia surgiu e não precisava ser avaliada. Simplesmente, perfeita.
- Que tal?
Com a mesma velocidade que ecoou um "não" (provável reflexo do impacto causado), veio a mudança para "sim", ainda tímido.

- Aproveita o sábado.
No momento que a ansiedade nem aumentava mais (não era possível), chegou a notícia. Quebrou? Torceu? Só fiquei sabendo que tinha sido feio. Uma lesão grave.

Confesso que a ficha do cancelamento só caiu bem depois. A preocupação não deixava espaço para mais nada.
Foi uma recuperação lenta que tentei assistir de perto. Meus muros, assim como o tacape, ficaram no chão.
De repente, a fábrica de sonhos foi fechada. Vieram as lágrimas, a revolta e até, a teimosia. No fim, não era possível queimar etapas, e o que iria levar muito tempo, levou ainda mais.

O que eu pensava que iria ser o fim da nossa chance, se tornou o ponto crítico para uma mudança de comportamento (está quase o texto de transferência de calor). Bobo que fui, só percebi isso pouco tempo atrás.

Se hoje a distância parecer ser um entrave, a lição do mês dez está aqui para mostrar que pode ser diferente.
Sempre poderemos nos aproximar ainda mais nos momentos difíceis.

Beeijooos.

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